Era a vida desgastada, era alívio tardio. Era pano que não
rasgava e por menor falta que fizesse, era América sem Brasil.
O gosto salgado da boca me alimentava e eu, ousada, me
negava. Era aperto de mão suave e beijo delinquente, desse, esperava.
Era mais um ser humano em frente à TV e menos um pra rir do
mundo. Em poucos casos era desgosto disfarçado de dama, olhar vagabundo. "O tato que guardo para mim, entre quatro paredes, o que acontece lá fora?"
Como determinei em Vírus:
Me tornei cada vez mais dependente do estresse
Triste por que minha juventude a cada dia envelhece
Mais mal do que a gripe do momento
Mais down que a
síndrome
Mais usada que o cachorro
Que os soviéticos usaram pra jogar no espaço
Minha paciência testada como um rato
Rodando, rodando, rodando...
Aos que participaram da minha solidão e que junto a mim
choraram horas por algo que sozinho não se alcance. Por raiva, dor, medo,
angústia, amizade, anemia e todo esse lance de amor. Amor nos tempos de
venvanse.
ZUZU PAILLAC
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