sábado, 27 de outubro de 2012
Sem Título I de Zuzu
Meus pais migraram para o sul
A solidão invadiu a sala
Bom dia, Brasil
Saímos de casa pra nos encontrar,
pelos passos jovens que sonhamos
O futuro é água
Mas deixei a chave e fui com fé
Apoiado em sapatos velhos e ideias da moda
Onde está minha mulher?
Numa estrada de bolas de cristal,
que encontro justo o quê, sua traição em pleno varal
Um urubu me seguiu
Cheguei onde nenhum homem chegou
Mesmo às vezes que eu –e continuo- duvido muito do Senhor
Meu verso dói
Da manga da cidade eu vejo mágoa
Todo o sorriso bate e volta, me despenteia
Quando fica nua a tua rua
esnoba e magoa, lanchando com Deus
Entre paredes sou mais bonito
Ninguém nunca mais amou covardes como eu
Se digo que não sei te amar, sem ter amado
Se é a cidade inferno eu sou adeus
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